terça-feira, 27 de outubro de 2015

gira mundo

Não sou muito dada a regularidades. O tempo urge e cada mergulho é um flash. Obrigada internet por me deixar existir como sou: transitória...

domingo, 23 de agosto de 2015

Destruir-se ou destruir um sistema

Há dias em que o mundo inteiro está afim de te provar que o teu conforto é ilusório... Que tudo o que sempre te afligiu na vida nunca cessou, foi só você que deixou de se importar...
O problema é que tudo o que te afligiu na vida não te diz respeito, mas a um sistema de funcionamento do mundo que não te quer se você não se encaixa...
Restam-lhe apenas duas opções:
Ou você se destrói para se encaixar ao sistema, ou você destrói o tal sistema...


quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Vamos falar sobre sexo?

Tenho notado um crescente debate sobre sexualidade - o que é ótimo, já tava demorando - e um crescente número de pessoas que fala besteira sobre a sexualidade dos outros.

Vamos começar pelo nascimento dos seres humanos?
Não vou dizer de onde vêm os bebês pra não estragar a ~magia~ para quem ainda não descobriu.  Mas quando a gente nasce, é muito comum que o médico diga "é um menino" se você tiver nascido com um pinto, ou "é uma menina" se você tiver nascido com uma pepeca.  A verdade é que não existe essa correlação entre o genital com o qual você nasceu e o papel de gênero que você vai desenvolver na sociedade. E pasme, tem gente, bastante gente, que nasce com as duas opções de genital, e pros pais dessas pessoas o médico fala "precisamos conversar sobre o seu bebê"...

Mas Lu, como a gente sabe o que o bebê é/vai ser se não é legal dizer se é menino ou menina?
Olha, o bebê, se filho de dois seres humanos, certamente será humano.  E quando ele crescer o suficiente pra entender que as pessoas se relacionam umas com as outras de forma diferente dependendo do que elas dizem ter entre as pernas, provavelmente ele vai começar a se identificar mais com um lado da história, ou com o "meio do caminho" entre o menino e a menina.
Vai ser fácil esse bebê crescer sem um gênero atribuído? não, porque o mundo inteiro vai dizer o que ele terá que fazer ou deixar de fazer em função do que ele carrega entre as pernas...  Mas eu confio que existem pessoas capazes de criar uma criança assim no mundo! *-*

Ok, a criança cresceu, se enquadrou no mundo como menina, menino ou pessoa não binária, e chegou numa idade onde já sabe como funciona o sexo e tem idade suficiente para começar a sentir atração sexual por outras pessoas.  E agora?
Depende.  A sexualidade é expressa de muuuitas formas diferentes, e tem gente que gosta de umas coisas que outras gentes não gostam.  E aí, como a gente faz pra que as pessoas conversem sobre isso de forma que todos se entendam?
Algumas pessoas fizeram um infográfico sobre isso pra facilitar a explicação, tá aqui em baixo:

Existem pessoas que não sentem atração sexual, que não sentem vontade de fazer sexo, então a sexualidade dessas pessoas é definida através do chamado amor romântico, essa pessoa pode ter atração romântica e não sexual.  Existem pessoas que só conseguem sentir atração sexual ou romântica por pessoas que elas já tem algum laço afetivo, a elas chamamos de demissexuais. Existem pessoas que não tem nenhum tipo de  atração sexual ou romântica, só curtem ter amigos mesmo, e tá de bom tamanho, essas pessoas são chamadas assexuais arromânticas.  Esse blog aqui é uma ótima referência pra entender mais sobre esse tipo de expressão da sexualidade: https://sobreocinza.wordpress.com/2014/05/22/o-que-e-ser-demissexual/

No campo das pessoas que sentem atração sexual e/ou romântica por outras pessoas, existem:
a) As pessoas que sentem atração por pessoas do gênero considerado oposto ao seu -> Heterossexuais ou heterorromânticas
b) As pessoas que sentem atração sexual e/ou romântica por pessoas do mesmo gênero que o seu -> Homossexuais ou homorromânticas
c)  As pessoas que sentem atração sexual e/ou romântica por pessoas de gêneros diferentes, às vezes sentem por pessoas do mesmo gênero, às vezes do gênero oposto, e às vezes por pessoas que nem se enquadram no binarismo de gênero -> Bissexuais ou birromânticos
d) As pessoas que sentem atração sexual e/ou romântica por pessoas de todos os gêneros, se sentem atraídas por outras pessoas, independentemente da identidade de gênero destas -> Panssexuais ou panrommânticas
e) As pessoas que sentem atração sexual e/ou romântica por pessoas que não se enquadram no binarismo masculino-feminino -> Skoliossexuais ou skoliorromâticas

Algumas vezes, não é possível distinguir através do comportamento sexual, romântico e afetivo em qual "categoria" a pessoa se enquadra, porque muitas vezes (pra não dizer sempre) essas denominações sobre a própria sexualidade são posicionamentos políticos, para além do campo afetivo exclusivamente.  Quando não souber como tratar uma pessoa, apenas pergunte a ela como ela deseja ser tratada, é muito menos invasivo ou ofensivo do que supor qualquer coisa sobre a sexualidade e a identidade de gênero desta. Tamos combinados?


P.S.: Se eu esqueci de falar de qualquer forma de expressão da sexualidade, por favor, me avise que eu edito o texto!

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Sobre a onda de pessoas com preguiça de viver - ou um texto para refletir em momentos de crise

Andei preocupada com coisas que vi pela internet... Vi pessoas do meu círculo de amizades que eu sei que não têm depressão falando em se cortar como se fosse algo legal...  Vi crianças dizendo que não têm motivos para viver (E QUE CRIANÇA NO ALTO DE SEUS 9 ANOS TEM???)

[ATENÇÃO, PESSOAS EM DEPRESSÃO NÃO DEVEM LER ESTE TEXTO!]
(estas reflexões são destinadas a pessoas que passam por alguma crise, ou estão tristes, mas se você está se tratando de depressão, ou se desconfia de ter a doença, evite!)

Sabe, eu até entendo sua dor (da maioria de vocês, creio).  É foda se dar conta de que o mundo não é lindo, não é legal, e muito menos se importa com você.
Eu, sinceramente não me importo especificamente com você, muito provavelmente.
Entendo que você tenha seus motivos pra se sentir um merda, e provavelmente, a maior parte do mundo te ache mesmo um merda.
Agora... (serei escrota, e muito!) (se tiver triggers com suicídio e depressão, pare de ler, esse texto NÃO É PARA VOCÊ, já avisei)

Se você tem vontade de se suicidar você tem duas opções:
a) procure um psicólogo, é sério! querer se matar não é nosso "instinto natural". Se tiver preconceitos com psicólogos, procure um psiquiatra ou talvez quem sabe procure grupos de terapias. Use o google.
b) se mate! Não, esse não é um texto que quer incentivar o suicídio, longe disso, mas ficar pagando de depressivo suicida, se cortando, postando fotinho de pulso cortado além de não te ajudar com nada (você não tá nem morto, nem se tratando), faz as pessoas que se importam com a sua existência (acredita em mim, elas existem) sofrerem tanto ou mais do que você e ainda é um incentivo negativo para quem está se tratando.

Apenas pare de ser babaca!
Não acredita na humanidade? Faça alguma coisa por ela...
Continua sem acreditar? Faça alguma coisa por você!

Não é bonito se cortar! Não são marcas legais! Não é "moda"!
Depressão é doença! Pare de ser idiota!

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Penso,

ainda existo...

segunda-feira, 23 de março de 2015

Sobre os microcontos

Ultimamente tenho tido gosto em contar fatos de forma rápida.  Só aqui publiquei 4 microcontos.  Esta modalidade de contos tem me parecido muito atraente nos últimos dias, não enche o saco de quem aprendeu a não ter paciência, e faz pensar quem está disposto.
Se queres ver mais dos meus microcontos me segue lá naquele tal microblog! ;) @AquelaLucy

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Microconto nº 4

O futuro estava em suas mãos, era o que todos lhe diziam
Jogou a responsabilidade pra cima,
Foi coçar o saco e ser feliz.
E foi.

Microconto nº 3

Passou a vida atrás dela
Sem nem imaginar
Que o que ela queria era estar ao lado.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Comer e coçar... Iniciar um ano

Ano novo, vida nova?
Por que?
A "vida antiga" tava indo tão bem...

Posso me disfarçar de outra e viver a mesma vida?
Conta como vida nova?
Bem... e se eu interpretar?
Interpretar a mim mesma
Cada dia uma das minhas eu
Conta como viver um mês de trinta começos?

Que se danem os ditados populares
Se não se encaixam no meu querer não os quero
Ano novo, vida velha que ainda tenho muito a construir
Mas... só depois do carnaval, me deixa! ;)