Olhando em volta tudo volta
Até mesmo o que eu não queria
Volta a angústia
Volta a dor
Volta o chão que se abria
Como faz para concentrar
E parar de cambalear?
Olhar pra dentro sem pensar
Que tudo saiu do lugar?
Não é o chão que está abrindo
E nem o corpo se desfazendo
Não é uma chuva caindo
Nem motor arrefecendo
Talvez girar seja uma forma
De se reconectar
Reorganizar
Tentar se presentear
Com tudo o que for mudar
Olhar pro céu sem abrir os olhos
Olhar pra dentro vendo as estrelas
Entender que tudo dança
E que toda dança tem seu giro
Que todo giro tem seu tempo
E a todo tempo há meu suspiro
Olhando em volta tudo volta
Volta até o que eu não previa
Volta astúcia
Volta a cor
Volta o poema que escrevia
Eu não preciso me concentrar
Se a brincadeira é de equilibrar
Tudo aquilo que for mudar
Fui eu mesma que tirei do lugar.
sexta-feira, 28 de junho de 2019
sábado, 6 de abril de 2019
Os dois e a parte do todo
O todo sempre afirmou
Não há de existir luz sem sombra, sanidade sem enfermidade, alegria sem tristeza, doçura sem acidez, feminilidade sem masculinidade, e tantas outras oposições complementares que o todo nos apresenta.
Mas o mesmo todo nunca afirma
Que essa dualidade é exclusiva, excludente ou definitiva para a existência de tudo
O todo da luminosidade é muito mais que a luz e a sombra
O todo da saúde vai além da sanidade ou da enfermidade
O do sentimento sempre irá transbordar a alegria ou a tristeza
O do sabor se ramifica para além da doçura e da acidez
O todo do gênero... aaah, o todo do gênero... Nunca antes tão debatido. Binarismo passa a ser conceito muito mais amplo que o filosófico-matemático.
Ser uma parte do todo nem sempre nos faz ser parte de um binarismo, ou de uma oposição complementar
Às vezes, ser parte do todo é ser um grão de areia em uma praia, ou uma pétala em uma roseira
Outras pode ser fazer parte de uma estrutura como uma escada, ou uma pirâmide
Às vezes somos duas partes do mesmo todo, e não temos dados suficientes do todo pra saber se há estruturas à nossa volta em que possamos ser essenciais
Se são os dados que nos tornam essenciais, ou complementares, ou opostos, ou binários
Não somos nós que definimos que parte somos no todo
É o todo que define quem somos em suas partes.
Não há de existir luz sem sombra, sanidade sem enfermidade, alegria sem tristeza, doçura sem acidez, feminilidade sem masculinidade, e tantas outras oposições complementares que o todo nos apresenta.
Mas o mesmo todo nunca afirma
Que essa dualidade é exclusiva, excludente ou definitiva para a existência de tudo
O todo da luminosidade é muito mais que a luz e a sombra
O todo da saúde vai além da sanidade ou da enfermidade
O do sentimento sempre irá transbordar a alegria ou a tristeza
O do sabor se ramifica para além da doçura e da acidez
O todo do gênero... aaah, o todo do gênero... Nunca antes tão debatido. Binarismo passa a ser conceito muito mais amplo que o filosófico-matemático.
Ser uma parte do todo nem sempre nos faz ser parte de um binarismo, ou de uma oposição complementar
Às vezes, ser parte do todo é ser um grão de areia em uma praia, ou uma pétala em uma roseira
Outras pode ser fazer parte de uma estrutura como uma escada, ou uma pirâmide
Às vezes somos duas partes do mesmo todo, e não temos dados suficientes do todo pra saber se há estruturas à nossa volta em que possamos ser essenciais
Se são os dados que nos tornam essenciais, ou complementares, ou opostos, ou binários
Não somos nós que definimos que parte somos no todo
É o todo que define quem somos em suas partes.
Assinar:
Postagens (Atom)